O Brasil e o Mundo estão atravessando um momento muito difícil com a Pandemia provocada pelo coronavírus. De um dia para o outro vimos nossas vidas ficarem de ponta cabeça, onde o isolamento social de todos passou a ser a palavra de ordem. É uma situação pela qual a geração atual nunca experimentou. O presente é difícil e o futuro, incerto. Essa pandemia vai passar. Poderá levar dias, semanas ou meses, mas vai passar. O prazo certo ninguém sabe. O fato é que após essa onda devastadora passar, deixará saldos, grande parte negativos, medidos pelas vidas ceifadas, empregos eliminados e retração econômica. Mas, como em toda crise, deixará legados, aprendizagens e saldos positivos que não podemos ignorar. Pelo contrário, devemos enaltecer os aspectos positivos até como forma de amenizar os estragos.

E na educação? Será que sairemos com alguma aprendizagem dessa crise? Haverá algo positivo que poderemos comemorar no futuro e que será fruto desse momento? Particularmente acredito que sim. Um dos legados positivos, e talvez o mais importante, é o aprendizado que os educadores terão em relação às tecnologias, especialmente às que possibilitam ensino à distância. Hoje observo na timeline de minhas redes sociais, postagens de amigos educadores, contendo fotos e descritivos das experiências que estão vivendo com o uso dessas tecnologias, de forma gratuita. Professores que até então eram refratários a qualquer tecnologia de educação à distância, comemoram os avanços e as aprendizagens que obtiveram nos últimos dias no uso dessas ferramentas. Muitos estão experimentando, pela primeira vez, ferramentas como Google Forms, Google Drive, Dropbox, Youtube, entre outras ferramentas, como forma de disponibilizar conteúdos aos seus alunos, ferramentas como Zoom, Whereby, Hangout, Skype, entre outras, para transmitir aulas síncronas (ao vivo), e ferramentas como Mentimeter, Slido, Kahoot, entre tantas outras, para fazer enquetes, quizz e utilizar recursos de gamificação. Agora que os educadores foram forçados a utilizar tais tecnologias para não interromper suas aulas, verificaram que elas são relativamente simples de utilizar e que, muitas vezes, substituem facilmente os encontros presenciais ou possibilitam o enriquecimento desses momentos.       

Esperamos que após passar essa grande crise, esse aprendizado não se perca. Que os educadores possam, de uma vez por todas, incorporar as tecnologias na sua rotina de trabalho. Hoje estão experimentando uma grande quantidade de ferramentas interessantes e verificando as que mais se adaptam às suas realidades. Que esses recursos, que sempre assustaram o professor, possam, a partir de agora, se tornar aliados seu e que o ajude a aproximar novamente o aluno que clama pela incorporação da tecnologia no processo de aprendizagem.

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