A educação básica está em crise? A resposta para esta pergunta parece bastante óbvia na atualidade. Ao analisar os resultados que esse nível de educação, especialmente a brasileira, vem entregando à sociedade, não resta dúvida em que nos encontramos numa situação muito vulnerável.

O processo sistemático das avaliações de aprendizagens externas realizadas por instituições governamentais e não governamentais, implantado nos últimos anos, especialmente após os anos 90, desnudou uma realidade que, para parcela significativa da população, não era tão explícito. Mostrou que a educação básica brasileira patina e não consegue fazer com que seus alunos desenvolvam competências básicas para exercer sua cidadania com plenitude. Ocupamos as últimas posições no exame do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), que mede o nível educacional de jovens de 15 anos por meio de provas de leitura, matemática e ciências, entre os países que participam de tal avaliação. Ao analisar o resultado de avaliações internas realizadas pelo Governo, não somos surpreendidos com notícias diferentes. Atualmente, 7 entre cada 10 alunos do ensino médio tem nível insuficiente em Português e Matemática. Segundo a OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – somente 2,1% dos alunos carentes brasileiros aprendem nível aceitável em ciências.

Poderia descrever mais dezenas de análises oriundas de tais avaliações para mostrar a situação de nossa educação básica, mas acredito que não se faça necessário. Ao buscar compreender as causas que levam a esse cenário, nos deparamos com um círculo vicioso de difícil solução. Professores são mal remunerados, pois nosso sistema público não consegue, via  de regra, remunerar, significativamente, melhor do que o faz hoje. A baixa remuneração faz com que a carreira do magistério não seja mais atrativa como no passado, atraindo profissionais, muitas vezes, sem a qualificação devida para ensinar nossos jovens. Sem uma aprendizagem adequada na educação básica, dificilmente conseguiremos um crescimento econômico sustentável, o que impedirá de valorizar a carreira do magistério a nível adequado. Esse círculo danoso a nossa sociedade precisa ser quebrado em algum momento para que possamos vislumbrar um futuro melhor para nosso país.

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